20/05/2011

Confusão

Ainda vejo muita confusão.
Mas respeito sua desorientação.
Valorizo-a.
Só não queira tomar decisão.
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"There's too much confusion/I can't get no relief" (Bob Dylan em 'All along the watchtower')

19/05/2011

Posso tudo sem você

Posso desejar quem quiser.
Posso desejar não querer.
Posso desejar sem saber.
Posso desejar ser você.
Posso desejar sem parar.
Posso desejar sem tentar.
Mas posso desejar realizar.
E posso trabalhar pra executar
Meus desejos,
Sem você.

18/05/2011

Abrigo

Ai, nãooooooooo!
Por favor,
Deixe-me em paz!
Não aguento mais!
Se procuro abrigo
Não é no seu umbigo.
Quero mais que você.
Quero mais é saber.
E pra saber tenho que explorar,
Tenho que arriscar.
E se nunca encontrar,
Terei tentado,
Terei vivido,
Terá bastado!

17/05/2011

Apetite

Como o sol, a chuva, o trovão e você
Não há
Como saber,
Entender.
Só viver
Com você,
Como você.
E quando me farto,
Parto.
Sem saber de onde,
Sem saber pra onde,
Nem quem encontrar,
Só pra desgastar.

16/05/2011

Há um outro entre nós

Há um outro entre nós.
E ele é insuperável,
Infalível,
Programável.
Há um outro entre nós.
E você nem me olha mais.
E a distância não é sentida mais.
Vejo que nele você encontra o que quer.
Vejo que com ele você faz o que quer,
Sem precisar de mim.
E eu, de tanto ser preterido,
Já nem ligo mais.
Fui deixado de lado,
Desprezado,
Descartado.
E não sei onde vou parar.
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Nas salas de aula os computadores já estão em quase todas as carteiras. Esses dias, numa aula, sentí-me extremamente contrangido (e depois desmotivado) por ter de pedir aos alunos para olharem pra mim um pouco. Os alunos ficam vidrados em seus notebooks e tenho a impressão de estar falando para as paredes. Qual o papel da sala de aula hoje? Essa pergunta tem um alcance maior, refletir sobre os papéis de professor e aluno também.

15/05/2011

Sala de espera

Essa minha vida poética,
Poiética,
Patética,
Anti-ética
E estética,
Espera seu fim
Para começo de conversa.

E a pessoa que espera sentada
Fica entediada,
Desanimada,
Sonolenta
E desatenta.

Até que alguém a desperta,
A chama,
Que queima sem arder
E move os impulsos apaixonados da razão,
Os projetos racionais do coração.
Sem noção
E nenhuma direção.
Sem lugar pra se encontrar.

14/05/2011

Sonho de liberdade

O sonho é uma quimera:
Ah, quem me dera!
A liberdade é uma crença.
E que ela vença!

A crença é uma quimera
E a liberdade é um sonho:
Tudo se equivale nesse baile!

13/05/2011

Cai e levanta

Descida íngrime.
Decida, Ingrid!
Desce ou fica?
Não complica.
Só há um caminho;
Só esse carinho;
Só nesse cantinho.
E você ainda quer se importar,
Quer se emporcalhar...
Não há espaços para sentimentalismos.
Esqueça e desça,
Sem olhar pra baixo,
Sem olhar pra trás.
Feche os olhos e cai.
Quando o chão chegar
Ele a avisará.
E seu sorriso não será mais o mesmo.

12/05/2011

Não sou seu analisando

Não autorizo sua análise de mim por aqui. Me deixa em paz! Não sou o que você quer. Embora possa ser pra você o que vê.
Poesia não tem zelo, não tem medo, não tem paciência, nem coerência, nem eira, nem beira. Poesia é nada. E dá sentido a tudo.
Vai atrás do seu sentido e me deixa em paz. Não quero ser limitado, analisado. Toda análise é também uma delimitação, uma marcação. E de controle já estou cheio. E, se pretende o mesmo, também de você.

11/05/2011

Equilibrando angústias e soluções.

Tenho muitas poesias escondidas em algum lugar, sem me interessar em publicar, sem achar o que me diz, nem procurar saber o que condiz.
Tenho quilos de poesias sem publicar, em algum lugar, esperando o beija-mão para publicar, esperando encontrar alguém que se disponha a ler, que queira encarar.
Tenho toneladas de palavras espalhadas pela casa, baguçando meu lugar, prejudicando meu bem-estar, e pilhas de páginas escritas por aí.
Tenho todas as poesias que se possa imaginar. E não consigo parar. Estão todas aqui: na minha cabeça (de vento), escritas na minha testa (de ferro), estão na minha cara (de pau)!
Olhe pra mim e você verá.