21/08/2013

Amor (in)seguro contente

Mais forte que meu amor limitado
É minha odiosa indiferença.
Não gosto de ser contado,
Gosto de ser coitado.
Porque não preciso de seguro
Para viver minha insegurança
Constante,
Contente.

20/08/2013

Não há diferenças entre morrer e matar

Vou morrer só
E ver o tempo que passou
Sem sair da casa
Dos trinta.
A vida está no fim
E o medo não
Parece me temer.
Sei ganhar e sei perder.
Mas morrer...
É todo dia.
E depois que me for,
Quero que me mate com dor,
Mas sem parar,
Sem se culpar.
Porque ninguém é livre até que consiga matar quem mete medo.
Vou em paz,
Você sabe o que faz
(A diferença)!

19/08/2013

Sensibilidades afloradas

Sábado,
Noite alta.
Lá vem o domingo,
Com seu sorriso de lado,
Cansado.
E o dia será quente
Pra gente!
Não há caminhos limpos
E sigo sujo com você.
Mas se quiser sair da estrada,
E tomar um banho de verdade,
Estará apoiada.
Espero você se lavar,
Espero você voltar,
Para meter
O pé na estrada
Atrás de você.

18/08/2013

Não se afobe, não se dobre!

Não se corte.
Não se importe,
Comigo não!
Consigo ser
O que não se vê.
Não se perca
Atrás de mim.
Saudades tem
Quem não tem.
Porque quem tem,
Só consome.
E fim.
Enfim,
Vivamos
(Com sumidos)!

17/08/2013

Fim do dia

O dia acabou
E você não veio.
Sou mais feliz que ontem.
Mesmo não tendo paz.
E meu sol se renova a cada dia,
Iluminando minha vida
E fortalecendo meu couro cabeludo.

16/08/2013

Censuras(-me)!

Tenho tantos sentimentos
E censuras,
Por que não?
Não caibo em tua grade,
Em tua rede
(De proteção)?

15/08/2013

Cama, coração e banho (de luar)

Cama larga
E coração apertado.
Lua cheia.
E cabeça vazia.
Sonho confuso
E banho molhado.

14/08/2013

Autoaprendizagem

Quando passar a ira,
Ara!
Revolve a terra
E recomeça a plantar.
Mas vai devagar
Para não assustar a criança que vive em você,
Para sentir o peso do tempo escorrer,
Ver seu fruto amadurecer.
Rega com lágrimas o seu chão.
E quem sabe não colherá a tão sonhada ilusão?
Porque viver de verdade
Não é para qualquer um,
Tem que saber perder,
Saber podar(-se).
Porque se a lua não ajudar,
Se o sol castigar
E a chuva não nos molhar,
Tudo será em vão.
E recomeçar será nosso fim!

13/08/2013

Nas correntes

Sobe minha escada apagada
E desce com cara de pau
De arara
E depois passo mal:
São dores nas costas
E mãos postas;
Rezando sem ajoelhar
Para ela voltar:
Ah, Libertina,
Minha menina!
Quero me apanhar em você
E gemer sem perder
Esperança!
Sou o nego açoitado
Querendo ser coitado
Até ficar estirado.
Mas vivo jogado,
Para lá e para cá,
Sofrendo nas correntes (de ar)
Que não leva o meu amor.
Mas não tenho mais tempo
De viver esse vento
De brisa nenhuma que trago no peito
E na raça,
Na roça...

12/08/2013

Mais uma poesia que se vai, que se esvai, como fumaça e você!

Quero paixões cooperativas,
Compartilhadas,
Achadas...
Perdidas!