10/09/2013

Conte suas verdades


Se não gosta de mentiras,
Conte suas verdades.
Elas cabem em minhas mãos.

09/09/2013

Lutar não é crime!

São chegadas,
São partidas...
Vitórias
Escondidas,
Desejadas,
Escancaradas...
E o fim nunca virá!
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Poesia escrita para a companheira/guerreira Rovena Furtado Amorim.

08/09/2013

Criança no escuro

Há uma criança desamparada
No escuro do quarto.
Ela sempre espera a noite chegar.
Há uma criança assustada
No fundo de nós,
Que dorme na agitação do dia,
Porque sua motivação não compreenderia,
E acorda para não nos permitir sonhar.

Há dois olhos pequeninos mirando
Para fora de nós,
Observando o quarto,
Castelo de angústias de separação,
Do mundo distante
Que está perto de nós.
Uhhaaaa... [bocejo]
[Silêncio]
zzzzzzzzzz...
[A criança se foi,
Mas logo voltará]

07/09/2013

Nada a ver

Olhei para o nada
E vi tudo,
Até o que não devia,
O que nem sabia.

06/09/2013

O filme da vida é um thriller de ações cortadas

Eis a vida
Que se passa diante de seus olhos.
Esse é o dia de hoje.
E nada vem (e nem vai) além,
Não há aquém.
Não há a quem
Culpar.
Não há porque
Reclamar.

Olhar para frente é imperativo.
Mas expectar demais, hiperativo.
Expectar demais é não expectorar o medo
E aprisionar o sonhado.
Ansiedade!
Nada mais que uma cena não exibida,
Intensamente desejada,
Trazendo agonia e dor
Seja para quem for.
Ou para quem ficar.

Controlar é desperdiçar a vida,
É cortar (ou contar) uma cena de cinema,
Em que não se vive,
Sem atores,
Sem improvisos,
Sem objetos, objetivos e objetivas.
Sem projetos e projetores.
Ah, e sufocos.
Quando o ar acabar,
Haverá chegado o fim.
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Poeta pressente. E vive entre o abrir e o fechar de olhos de cada dia. São muitos filmes, todos os dias.

05/09/2013

Travessia

Travessia difícil,
Cruzar no meu rio
Com sua âncora lançada,
Seu medo de naufragar
E sua vontade de afundar-se
Em mim.
Sem querer saber
Se há lugar para aportar
No meu mar de sangue.

Levanta a vela e vai
Com o vento na popa
E desejo nos olhos.
Sem desejos não se vive,
Não se vai
A lugar nenhum.
Travessia é ousadia,
É todo dia.
Autonomia!

04/09/2013

O mal que bem se vê

Vejo violência
Na realidade
Vejo a transcendência
Do mal
Que há no bem
Que não se faz
A ninguém.
É esse mal
Que nos faz gozar,
Achar
Uma saída
Para entrar
Na vida.

03/09/2013

No mato mato (e meto) o medo

No mato vi
Vida.
E os olhos estiveram fechados,
Lado a lado.
Vi medo.
E o dedo
Metido
Nas feridas
Lambidas
Dos lábios seus.
Nos olhos
O dedo meto
Se não me veem.
Mato,
No mato,
O medo que meto.
O mito.
Minto?!

02/09/2013

Prisões refletidas

Seus olhos me fazem
Ver
O que não sei
Ser.

Seus olhos sãos,
Espelhos de minha doença
Autosuficiente.
Autosufocante.
E, no entanto, você nem vê
O que se passa,
O que em si transpassa,
Amor.

01/09/2013

Economia poética de bens simbólicos fora do mercado

Sou apenas um poeta,
Uma projeção criada na mente.
E que mente!
Sou um coadjuvante,
Quem sabe um amante,
Um artista errante:
Sem portos,
Sem postos,
Nem impostos.
Porque se me cobram,
Pago o preço.
E dou o troco.
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Ao escrever esse poemito lembrei-me da música "Tem que acontecer". O Baleiro-caxeiro é um grande poeteiro!
http://www.youtube.com/watch?v=jO5hO3XfyIg