Não aceito mais.
Vou sair daqui,
Vou tentar viver só
De memórias.
E saudades
Não matam ninguém.
20/12/2013
19/12/2013
Amigos não são abrigos
De que adianta ter amigos
Se eles não vão
Saber ler
O que se passa com você?...
De que adianta ter abrigos
Se na hora H
Do dia D
A sirene não tocar
Ou a porta emperrar?...
Vamos morrer todos,
Com amigos, abrigos...
Ou canhão.
Então, é melhor viver só.
E morrer abraçado.
Tudo acabará,
Bem!
Se eles não vão
Saber ler
O que se passa com você?...
De que adianta ter abrigos
Se na hora H
Do dia D
A sirene não tocar
Ou a porta emperrar?...
Vamos morrer todos,
Com amigos, abrigos...
Ou canhão.
Então, é melhor viver só.
E morrer abraçado.
Tudo acabará,
Bem!
18/12/2013
17/12/2013
Risco racismo
Risco,
Rabisco,
Rasgo...
Arrisco tudo
O que nada sou!
Arrasto-me,
Sem vergonha,
Por você.
Risco
Racismo.
Rabisco,
Rasgo...
Arrisco tudo
O que nada sou!
Arrasto-me,
Sem vergonha,
Por você.
Risco
Racismo.
16/12/2013
15/12/2013
Saudade/vontade
Saudade dá e come,
Devora e consome.
Depois some.
E nem diz a Deus,
Porque é ateu,
Que nem eu.
Então, saudade sou eu!
E você...
Vontade!
Devora e consome.
Depois some.
E nem diz a Deus,
Porque é ateu,
Que nem eu.
Então, saudade sou eu!
E você...
Vontade!
14/12/2013
Lama
A lama desceu sobre nós
E nos deixou soterrados,
Amargurados.
E ainda há lama sob a cama,
Sob nossos pés.
E as pegadas não nos deixam em paz.
E quando piscamos os olhos,
A terra escorre pelo rosto,
E já nem sentimos o gosto.
E nos deixou soterrados,
Amargurados.
E ainda há lama sob a cama,
Sob nossos pés.
E as pegadas não nos deixam em paz.
E quando piscamos os olhos,
A terra escorre pelo rosto,
E já nem sentimos o gosto.
13/12/2013
Ácido
Ácido, que corrói o meu caráter
E me enche de ilusões
Tão reais que não quero abandoná-las.
Ácido, que destrói o belo
Que há em você (e no mundo a seu redor):
Nada fica para sempre de pé.
E a podridão só se conserva
Na acidez do meu humor,
No mau humor dessa sua beleza imaginada.
E me enche de ilusões
Tão reais que não quero abandoná-las.
Ácido, que destrói o belo
Que há em você (e no mundo a seu redor):
Nada fica para sempre de pé.
E a podridão só se conserva
Na acidez do meu humor,
No mau humor dessa sua beleza imaginada.
12/12/2013
Armas da paz
Não há paz
Nas armas.
Não há paz
Nas almas.
E sem conflitos,
Não há sociedade,
Nem democracia.
E há quem queira,
Mesmo que por um dia,
Enquadrar o movimento.
Ora, não há paz!
Não há armas pacificadoras,
Todas são desintegradoras.
E os conflitos são a nossa paz.
Nas armas.
Não há paz
Nas almas.
E sem conflitos,
Não há sociedade,
Nem democracia.
E há quem queira,
Mesmo que por um dia,
Enquadrar o movimento.
Ora, não há paz!
Não há armas pacificadoras,
Todas são desintegradoras.
E os conflitos são a nossa paz.
11/12/2013
(Des)gostosa da vida
Desfila na passarela
E atrai os olhares
Da multidão desejante,
Cheia de taras
E muitas caras.
Mas ela quer ser vista por um,
Quer ser tida por um.
Mas quem ela quer
Se foi,
Parou o coração.
E hoje quem bate é a saudade.
E a cara cora
Enquanto a lágrima rola
Na boca seca de vontade.
Ela se recusou a aceitar, mas...
Agora vive só
Um dia de cada vez.
E ainda não é o fim.
E atrai os olhares
Da multidão desejante,
Cheia de taras
E muitas caras.
Mas ela quer ser vista por um,
Quer ser tida por um.
Mas quem ela quer
Se foi,
Parou o coração.
E hoje quem bate é a saudade.
E a cara cora
Enquanto a lágrima rola
Na boca seca de vontade.
Ela se recusou a aceitar, mas...
Agora vive só
Um dia de cada vez.
E ainda não é o fim.









