06/08/2008
05/08/2008
Muda mudando
Foi a vida lá fora
Que mudou tudo aqui:
Outra expectativa,
Nova vida.
Sem medos,
Nem dengos,
Nem pudores.
Só prazeres.
Que mudou tudo aqui:
Outra expectativa,
Nova vida.
Sem medos,
Nem dengos,
Nem pudores.
Só prazeres.
30/07/2008
Sobre orgulho próprio
Há um provérbio bíblico que traz uma ilustração sobre cães que voltam ao próprio vômito. A passagem diz o seguinte: "Como o cão que volta ao seu próprio vômito, assim é o insensato que reitera a sua estultícia". Em palavras contemporâneas ficaria mais ou menos assim: "O tolo que faz uma tolice pela segunda vez é como um cachorro que volta ao seu próprio vômito". Penso que pode ser que em momentos de extrema fome talvez um cão lamba seu próprio vômito. Ou talvez um cachorro com algum tipo de doença. Mas como o objetivo dessa postagem não é fazer uma reflexão sobre cachorros, e nem sobre vômitos, acho que hoje entendi o significado de um provérbio como esse: provavelmente o sábio provérbio esteja falando mesmo é de orgulho próprio. Às vezes associamos o orgulho a um sentimento negativo. Mas quem disse que não é bom ter orgulho? E aí entendo esse orgulho como amor próprio, valorização de si mesmo, auto-estima equilibrada. Cometer duas vezes o mesmo erro é tão repugnante quanto lamber o próprio vômito. Sentir falta de quem não sente a sua falta (ou não demonstra sentir a sua falta) pode ser também um sinal de algum tipo de fome (carência) ou de doença. Ou pode ser uma relação sado-masoquista. Afinal, há quem goste. A quem interessar possa. Viva a liberdade de pensamento e de expressão!
05/05/2008
Viver-Sonhar-Viver
Se a vida não fosse como é...Seria igual.
Como faz falta sonhar!
Imaginar e desejar
Uma outra vida,
Um outro lugar.
Pensar que as coisas estão como estão,
Mas não são.
Querer mudar.
Pra lá,
Pra cá...
Fugir de si.
E encontrar-se no outro.
Mesmo que um novo outro.
Produzir um novo eu.
Re - co - me - çar !
Viver...
Sonhar...
Viver-Sonhar!
24/04/2008
Carta a um amigo
Sinto-me participante da dor que você provocou e da que com certeza sentiu, e talvez ainda esteja sentindo, com tudo que passou. Sinto-me também culpado, achando que a nossa distância talvez tenha criado oportunidade para que tudo acontecesse desse jeito. Afinal, éramos tão unidos e presentes na vida um do outro... Fico pensando, "quem sabe se eu estivesse por perto"... Ou, "se eu procurasse mais os meus amigos"... Dizem que não devo carregar essa culpa, mas fico preferindo explicações que me coloque como co-participante das dores de vocês. E não consigo participar das consequencias sem também participar das causas. Fico achando que meu sentimento é incompleto, que minha omissão foi ainda maior.
Estou escrevendo para me desculpar pela ausência e para exortá-lo a erguer a cabeça e buscar acertar. A corrigir de vez os erros, afastando-se das causas, e recomeçar. Sei que recomeçar no mesmo lugar é difícil porque as coisas e as pessoas não nos deixam esquecer nossos erros. Por isso, sou a favor de radicalismos para a reconstrução da vida. Pois corrigir-se é dar meia volta, é mudar de rumo. E é também lançar tudo para o alto e recomeçar de novo outra vez. O pleonasmo é para reforçar a necessidade de zerar, de apagar e (re)começar. Sei, por experiência própria, que essa é uma atitude decisiva para quem quer recomeçar e que, embora pareça transloucada, trará consequências maravilhosas. Basta esperar.
Sinto muito!
Fuja para recomeçar!
29/02/2008
Homenagem

Hoje estou sendo homenageado pela turma de Servico Social que ingressou na UFES em 2004, da qual fui professor de Sociologia I. Foi uma turma marcante porque carinhosa e estudiosa. E olha que eu peguei pesado com eles, dando teorias sociológicas para análise das desigualdades sociais. Mas pelo jeito valeu a pena todo o esforço. Desejo todo sucesso pessoal a esses novos profissionais dedicados a minorar os problemas sociais brasileiros.
UM BRINDE A VOCES!!!
UM BRINDE A VOCES!!!
11/01/2008
Derrotas e Vitória
São tantas as derrotas,
São todas as derrotas,
Que nos faz pensar
O valor de uma vitória.
Uma vitória.
Aquela vitória.
Só será vitória
Se puder ser valorizada como tal.
Vitória de quem não sabe o que é derrota,
Não é vitória.
É cotidiano,
É rotina,
É vida corriqueira.
Só não é vitória.
Só conhece o gosto da vitória
Os que sabem o que é derrota.
Quem sabe o que é derrota?
Quem sabe o que é vitória?
Vitória é a realização de quem sabe o que é derrota.
Uma derrota.
Muitas derrotas.
Cem derrotas,
Uma vitória.
Sem derrotas,
Não há vitória.
Passo por todas as derrotas,
E são muitas derrotas,
Para aprender a valorizar uma vitória:
Uma vitória
Só é vitória porque
São muitas as derrotas.
Uma vitória,
Quando se sabe o que são derrotas,
Tem um sabor melhor do que
Todas as vitórias,
Quando não se sabe o que são derrotas.
Porque quando não se sabe o que são derrotas,
Não se sabe o que é vitória.
Nem uma vitória.
Nenhuma vitória.
Vivo as derrotas,
E são muitas derrotas,
Aguardando a vitória.
Uma vitória.
Uma vitória é mais intensa
Que muitas derrotas.
Chamam isso de esperança.
Chamo isso de certeza.
Certeza de que as derrotas não têm sentido em si mesmas.
Quem dá sentido às derrotas são os derrotados,
Futuros vitoriosos.
São vitoriosos
Quem sabe o que são derrotas.
E a vitória que se espera,
Mesmo em meio às derrotas,
Nos faz prosseguir,
Aprender e caminhar.
Rumo a uma vitória,
Que só sabe o valor
Quem sabe o que são derrotas.
Vitória sem derrotas
Não tem sabor de vitória.
E só é vitória
Porque pôde ser valorizada como tal,
Graças às derrotas.
09/01/2008
06/01/2008
03/01/2008
Pare tudo agora!
Abaixe a cabeça e curta o chão.
Abra os olhos e veja os tons.
Abra a boca e prove bem devagar.
Levante a cabeça e imagine voar.
Feche os olhos e sinta a brisa passar.
A velocidade do mundo você que faz.




