Fui,
Torci,
Perdi,
Chorei,
Cobrei e
Quebrei.
Acreditei e
Voltei.
Novamente Torci.
Dessa vez ganhei.
Gritei,
Abracei e
Apanhei.
Percebi, então, que
Enquanto vivi,
Ganhei quando perdi.
E como perdi!
....................................................
Escrito há treze anos: em 14/08/96.
14/08/2009
20/07/2009
Futuro Já Passado
Como viver o agora sem lembrar do ontem?
E como viver o já sem sem sonhar com o que virá?
E virá?
Verás.
Fui um dia alguém que queria ser eu.
Hoje sou eu querendo ser alguém.
Um sujeito indefinido.
Quase ninguém.
Afinal, ser alguém (ou ninguém) é ser livre.
No final, acho que quero mesmo é a liberdade.
A liberdade de não ser ninguém.
Ser livre para me entregar.
E como viver o já sem sem sonhar com o que virá?
E virá?
Verás.
Fui um dia alguém que queria ser eu.
Hoje sou eu querendo ser alguém.
Um sujeito indefinido.
Quase ninguém.
Afinal, ser alguém (ou ninguém) é ser livre.
No final, acho que quero mesmo é a liberdade.
A liberdade de não ser ninguém.
Ser livre para me entregar.
19/07/2009
Em busca da cidade ideal
Já não sonho mais com a cidade dos meus sonhos. Quantas cidades! Quantos sonhos! Fui em busca da cidade idealizada, do silêncio e companheirismo que parecem não existir mais, e encontrei a realidade: o lugar dos meus sonhos está na minha capacidade cultivada de sonhar uma outra realidade. Mesmo que sob a dura realidade irreal. Fui atrás da cidade da minha infância e percebi que ela continua lá, adormecida em mim, perfeita, querendo se realizar. Mas ela está vazia. Para onde foram meus amigos? Onde estão os meus amores? Estão lá, em algum lugar; estão aqui, em algum lugar. Basta enxergar o real pelo ideal. Re-construir a vida com outros, nos outros, resgatar a inocência infantil. Mas sem ingenuidades. Comprometido com a necessidade de viver e conviver, de morar e rememorar. Marcar a vida no espaço do outro. Marcar na vida o espaço do outro. Esse é o meu lugar. Mesmo que alguns não considerem. Essa é a minha vida. Mesmo que nem todos permitam. Quero mesmo pensar o aqui como o meu melhor lugar. Mas não deixo de imaginar (e desejar) um outro lugar. um outro espaço capaz de recriar em mim a capacidade de me identificar e me entregar. A capacidade de me integrar ao meu lugar. Como já foi um dia na minha terra natal, minha cidade ideal. O lugar da minha infância que não volta mais. Sonho com outras cidades para não sedimentar, como forma de me reinventar. E para levar a outras gentes a minha missão. Antes da minha validade acabar preciso encontar outro lugar. Preciso me revalidar. E faço isso mudando de ouvidos e olhares, mudando de lugar. Sou sempre o mesmo (embora lute para não sê-lo). Tenho as minhas manias, minhas chatices, minhas obssessões. É quando mudo os ares que mascaro a realidade sobre mim. Faço acreditar que sou o ideal logo ali. Mas não sou do ideal nada mais do que o real: diferente, mas igual a todos. Fujo dos lugares (e dos outros) como quem foge de si mesmo, porque não suporto meu modo de ser. E quando encontro outros lugares (e outras pessoas) dou alguma utilidade a mim mesmo, renovo minhas esperanças. Chego a pensar que sou viável. Estou (e acho que estarei sempre) em busca de uma nova cidade, de novos públicos. Mesmo que seja no mesmo lugar, alguma coisa precisa mudar. Porque eu não consigo não.
26/05/2009
Mercantilização da Medicina e da Saúde Pública
De 26 a 28/05 o tema em debate no Unicuritiba será a Mercantilização da Medicina e da Saúde Pública, conforme cartaz ao lado. Nos vemos lá. Abraços!
05/05/2009
Ideologias
Administração é para administradores.
Engenharia é matemática.
Medicina é para Poucos.
Direito é de todos.
E para todos.
01/05/2009
Trabalhadores
Trabalha com força.
Quase de graça.
Trabalha com garra.
Mesmo na marra.
Mas vê se não se acostuma com tudo.
Afinal, você não deve nada a ninguém.
A sua força move a economia.
E no trabalho você é alguém.
Faz barulho e para a máquina.
Pensa grande e toma a fábrica.
E saiba que a luta não é em vão.
Que a vida depende de uma decisão.
Isso não é papo de comunista.
É apoio humanista.
De quem precisa de você.
De quem está aqui por você.
Nós sofremos a mesma dor.
E não somos robô.
É hora de participar dos lucros.
E de dirigir nosso destino.
Vamos à luta coletiva.
Contra a exploração
E pela redistribuição.
Essa é a vida!
Hoje é seu dia.
Todo dia é dia.
Todos os dias são nossos.
Tudo é nosso.
Todos são um.
Quase de graça.
Trabalha com garra.
Mesmo na marra.
Mas vê se não se acostuma com tudo.
Afinal, você não deve nada a ninguém.
A sua força move a economia.
E no trabalho você é alguém.
Faz barulho e para a máquina.
Pensa grande e toma a fábrica.
E saiba que a luta não é em vão.
Que a vida depende de uma decisão.
Isso não é papo de comunista.
É apoio humanista.
De quem precisa de você.
De quem está aqui por você.
Nós sofremos a mesma dor.
E não somos robô.
É hora de participar dos lucros.
E de dirigir nosso destino.
Vamos à luta coletiva.
Contra a exploração
E pela redistribuição.
Essa é a vida!
Hoje é seu dia.
Todo dia é dia.
Todos os dias são nossos.
Tudo é nosso.
Todos são um.
25/04/2009
O que caiu com o muro de Berlim?
16/04/2009
Reforma Agrária no Brasil
Até lá!
05/04/2009
Nossos Rumos Meus
Olho pra trás e vejo um rastro.Vejo um rabo.
Que está apegado a mim.
Penso que sou o hoje,
Mas descubro que sou o sempre.
O mesmo que fui,
Mas diferente.
Diferente do que era,
Mas de alguma maneira,
O mesmo.
O meu futuro?
Nem sei se virá.
Mas pra onde vou,
Depende de quem me acompanhar.
Sou o eu-outro contínuo e infinito.
Dependo de você,
Mesmo que você não saiba,
Mesmo que você não queira.
01/04/2009
Neck
Você sabe o que há de melhor nos cabelos longos?
A ocultação de um pescoço quase inexplorado.
Sabe o que há de melhor em cabelos curtos?
A exibição do pescoço.
No pescoço se escodem os odores naturais da pessoa:
Para o bem ou para o mal do olfato alheio.
Sabe porque algumas pessoas não gostam de pescoços?
Porque os veem como simples suportes de cabeça.
Valorizam mais a cabeça.
O que há por dentro dela
E o que há por fora.
Faces, olhos, bocas, narizes, cabelos e orelhas
São em geral mais valorizados que pescoços.
Cada um tem sua beleza:
Eu mesmo sou obcecado por orelhas.
Mas o que gosto nos pescoço é de sua humildade:
Ele some para valorização da cabeça.
Ele se esconde para valorização daquilo que está apoiado sobre ele.
Ele indica o caminho da beleza facial,
Com todos os seus componentes e acessórios.
Um pescoço não é apenas um suporte de cabeça.
Até porque nem todos têm cabeça.
Uma cabeça pode ser como uma cereja no bolo.
Eu prefiro o bolo.
A ocultação de um pescoço quase inexplorado.
Sabe o que há de melhor em cabelos curtos?
A exibição do pescoço.
No pescoço se escodem os odores naturais da pessoa:
Para o bem ou para o mal do olfato alheio.
Sabe porque algumas pessoas não gostam de pescoços?
Porque os veem como simples suportes de cabeça.
Valorizam mais a cabeça.
O que há por dentro dela
E o que há por fora.
Faces, olhos, bocas, narizes, cabelos e orelhas
São em geral mais valorizados que pescoços.
Cada um tem sua beleza:
Eu mesmo sou obcecado por orelhas.
Mas o que gosto nos pescoço é de sua humildade:
Ele some para valorização da cabeça.
Ele se esconde para valorização daquilo que está apoiado sobre ele.
Ele indica o caminho da beleza facial,
Com todos os seus componentes e acessórios.
Um pescoço não é apenas um suporte de cabeça.
Até porque nem todos têm cabeça.
Uma cabeça pode ser como uma cereja no bolo.
Eu prefiro o bolo.


