Vejo seus olhos e mergulho fundo
E me afundo em prazeres impossíveis:
Sonhar,
Sorrir,
Ceder,
Realizar(-se)...
E quando vou a fundo,
Não há o que impeça a chegada do meu bem,
Esperando afugentar meu mal.
Se me impõem duas vias
E preciso escolher uma,
Prefiro voar!
Voar com o coração,
Pra longe do mundo,
Pra dentro de mim.
Porque não imagino (que) o amor só
Possa se dar no nível do chão,
De uma vez só,
Por uma via só.
Vamos voar,
Imaginar!
Não há caminhos Que nos leve A pensar No fim. E todos eles Convergem Em nós, Amantes dos atalhos, Dos erros desejados, Vividos, Trilhados... E fugir é nosso dom.
Para a classe operária,
Tudo é trabalho.
E o que não é trabalho,
Dá muito trabalho.
Até descansar é obrigação.
E viajar é para poucos,
É para os outros.
Prazer tem quem tem.
E quem não tem,
Trabalha!