Não quero cargo,
Não quero ser seu namorado.
Sou o seu amor,
Seja quando for.
10/08/2013
Imperfeições retas e diretas de uma verdadeira personalidade falsa
Gosto dos furos
Da sua perna.
Gosto do volume
Das suas coxas.
Gosto da forma
Da sua boca.
Gosto da textura
Da sua pele.
Gosto da franqueza
Do seu sorriso.
E da rigidez
Do seu caráter.
Tudo junto é meu
Fim.
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Os "defeitos" estão na coisa observada ou no olhar?
Prefiro acreditar que não há
O que retocar.
Não há o que retrucar,
Que cada um tem o que é.
Da sua perna.
Gosto do volume
Das suas coxas.
Gosto da forma
Da sua boca.
Gosto da textura
Da sua pele.
Gosto da franqueza
Do seu sorriso.
E da rigidez
Do seu caráter.
Tudo junto é meu
Fim.
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Os "defeitos" estão na coisa observada ou no olhar?
Prefiro acreditar que não há
O que retocar.
Não há o que retrucar,
Que cada um tem o que é.
09/08/2013
Minha poesia nua
Vejo suas marcas
E não consigo não pensar
No que há de nós,
No que há entre nós.
Que mistérios cultivados
Em nós
Fazem as diferenças se entenderem,
Se estenderem,
Se amarem?!...
E sinto muito
O que não sei dizer,
O que não há palavras,
Nem limites.
Somos o gozo
Desequilibrado
De razões débeis
E carentes.
Somos o fim do medo,
O início do voo,
Aquele frio na barriga.
O amor trêmulo,
De carnes fracas,
Em uma alma só.
E não consigo não pensar
No que há de nós,
No que há entre nós.
Que mistérios cultivados
Em nós
Fazem as diferenças se entenderem,
Se estenderem,
Se amarem?!...
E sinto muito
O que não sei dizer,
O que não há palavras,
Nem limites.
Somos o gozo
Desequilibrado
De razões débeis
E carentes.
Somos o fim do medo,
O início do voo,
Aquele frio na barriga.
O amor trêmulo,
De carnes fracas,
Em uma alma só.
08/08/2013
07/08/2013
Promessas impossíveis e razões improváveis
Da poesia,
Da companhia.
E quando não me alcanço,
Não consigo alcançá-la,
Acompanhá-la,
Não dou conta de mim!
06/08/2013
05/08/2013
Malandragem
Você pede par
E eu, ímpar,
Espero você botar.
E boto tudo
A perder.
Porque não quero ganhar,
Para não precisar carregar
O que não aguento mais.
Mas gargalho com o mal que me espreita,
Achando lindo o tombo tomado,
O dinheiro roubado,
E a calcinha estreita.
E eu, ímpar,
Espero você botar.
E boto tudo
A perder.
Porque não quero ganhar,
Para não precisar carregar
O que não aguento mais.
Mas gargalho com o mal que me espreita,
Achando lindo o tombo tomado,
O dinheiro roubado,
E a calcinha estreita.
04/08/2013
Cansaço
Não há maldizer que me desatine mais que não ser,
Ou ser sem saber,
O que se foi.
Cansaço tem me dado
Trabalho
Até a morte.
Ou ser sem saber,
O que se foi.
Cansaço tem me dado
Trabalho
Até a morte.
03/08/2013
Poesia para regar o concreto
Minha poesia só nasce da escassez.
E se me der tudo (na telha) de uma vez,
Não terei pena,
Minha tinta secará.
Abundância só me traz melancolia.
E você,
Saudade!
E se me der tudo (na telha) de uma vez,
Não terei pena,
Minha tinta secará.
Abundância só me traz melancolia.
E você,
Saudade!
02/08/2013
O demônio do artista é sua arte
Sou um artista desmoralizado
Até a alma,
Desalmado.
E não há inferno que me caiba.
Encarno o meu mal melhor,
Para você sair rindo.
E voltar.
Deixo para trás
O próprio satanás.
Porque ele não tem senso de humor,
Vive no terror
De um mal maior,
Que não chega a se realizar.
Mas que se realiza sem chegar.
Já eu vivo sem fé
No que virá.
Mas cheio de fé
Naquilo que é,
Sem idealizar.
E sigo assobiando.
Porque sou um artista debochado.
Apenas um artista só,
Como todos os demais.
Até a alma,
Desalmado.
E não há inferno que me caiba.
Encarno o meu mal melhor,
Para você sair rindo.
E voltar.
Deixo para trás
O próprio satanás.
Porque ele não tem senso de humor,
Vive no terror
De um mal maior,
Que não chega a se realizar.
Mas que se realiza sem chegar.
Já eu vivo sem fé
No que virá.
Mas cheio de fé
Naquilo que é,
Sem idealizar.
E sigo assobiando.
Porque sou um artista debochado.
Apenas um artista só,
Como todos os demais.









