25/01/12

Voyeur

Saio de tão longe,
De tão perto
E nem sei onde estou,
Pra onde vou.
Vejo e não toco,
Porque não sei dedilhar,
E não me toco
Do meu lugar.
E há quem tenha razão.
Eu, nem você.
E nunca terei.
Sinto saudades e ela se vai,
Comigo,
Quando saio de perto de você.
E não tenho prazer em ver,
Em viver
Voyeur.

2 comentários:

Beija flor disse...

Apenas algumas divagações e alucinações poéticas...
Há momentos que de fato não sabemos onde estamos e onde vamos chegar. Mas, a única certeza que trazemos é que ter o controle total nem sempre (ou quase nunca) é possível, e é exatamente isso que faz nossa vida ser uma grande aventura. Uma aventura onde a cada passo somos surpreendidos por nós mesmos e pelas surpresas que nos encantam e assustam. Nisso consiste a dinâmica da vida, aí esta a graça do viver. O medo e o desejo de controle é que nos reprimem e nos sufocam, impedindo que a vida siga seu curso com suas paixões, sabores e dissabores, inerentes a condição de seres pensantes, amantes e apaixonantes que somos todos. O sentimento não conhece limites, pois tem suas próprias razões e suas próprias tensões, que hora nos impulsionam, ora nos fazem refletir e querer ainda mais. Na verdade, talvez esses sejam seus próprios limites... Portanto...resta-nos relaxar e nos lançar, apenas cuidando para não perdermos de vista a beleza do horizonte ao nascer do sol, trazendo com ele todas as esperanças e promessas de um novo dia que nasce e deixa a noite escura para traz. E o que será? Ah..., deixo isso pros deuses decidirem. Quero mesmo é viver o que me faz feliz!

André Filipe Santos disse...

que ótimas palavras!! Lembrei-me do título de um livro do Giddens: Sociedade em Descontrole.
Vamos viver (n)esse descontrole!